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Sindicato acusa autarca da Feira de recusar reunião para resolver “casos graves”
Câmara da Feira

O sindicato que representa os trabalhadores da administração local e regional (STAL) acusa o presidente da Câmara da Feira de recusar reunir com esta estrutura sindical para resolver problemas relacionados com direitos laborais e alegados casos de “assédio moral e perseguição de trabalhadores”. A autarquia diz que cumpre com a lei.

“Queremos que o senhor presidente nos receba para resolver vários problemas, como questões de assédio moral que já há dentro desta Câmara. São problemas graves”, afirmou, ao JN, António Augusto elemento da distrital de Aveiro do STAL.

Diz que as denúncias partiram de trabalhadores com quem conversou e que “ligaram para o Sindicato”, mas que, “não dão a cara porque têm medo da perseguição”. “Há casos de facto de assédio moral e perseguição. Isto tem que acabar”.

As declarações deste responsável surgem após o plenário realizado, na manhã de hoje, em frente à Câmara Municipal e no qual participaram algumas dezenas de trabalhadores.

António Augusto deu a conhecer aos que ali marcaram presença a alegada indisponibilidade do presidente da Câmara, Emidio Sousa, de se reunir com os representantes do Sindicato.

Lamentou a falta de resposta “aos vários ofícios”, que, “o senhor presidente nunca se dignou responder nem a chamar o STAL para uma reunião”. “Parece que o senhor presidente não tem interesse em resolver os problemas dos trabalhadores”.

Está, ainda, em causa a tentativa de acordo com a autarquia em relação ao Acordo Coletivo de Empregador Público, que prevê a negociação entre a Câmara e Sindicato de alguns direitos sociais para os trabalhadores e a aplicação do Suplemento de Penosidade e Insalubridade (SPI).

“Estamos a assinar vários acordos que contem matérias sociais como direitos relativos aos aniversários, dias de férias, ausência em caso morte de familiares e dávidas de sangue. Temos acordos negociados com outras Câmaras como São João da Madeira e Aveiro”, exemplificou.

António Augusto diz, ainda, haver necessidade de esclarecer a implementação do SPI, depois do Sindicato ter enviado, a pedido da autarquia, um parecer sobre esta matéria. “A Câmara devia ter-nos informado oficialmente da decisão da atribuição deste suplemento, mas ainda não o fez”, concluiu.

Questionada pelo JN, a Câmara Municipal esclarece que o Sindicato “tem sido recebido com regularidade pela vereadora responsável pelos recursos humanos. Estranhamos as afirmações feitas, uma vez que cumprimos com tudo o que a lei determina”.

https://www.jn.pt/local/noticias/aveiro/santa-maria-da-feira/sindicato-acusa-autarca-da-feira-de-recusar-reuniao-para-resolver-casos-graves-14220342.html

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